No âmbito da cooperação científica entre o Instituto Butantan (Brasil), a Universidade Rainha Njinga a Mbande, o CNIC e o Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), decorre no Parque Nacional de Cangandala, de 23 de Setembro a 8 de Outubro, a segunda expedição científica dedicada à caracterização da fauna ofídica angolana. Liderada pela Universidade Rainha Njinga a Mbande, em parceria directa com o INBAC, a missão prolonga-se por 15 dias e constitui um contributo significativo para o conhecimento e a conservação da biodiversidade nacional, bem como para o fortalecimento da investigação científica em Angola.
Durante a expedição, as equipas realizam o trabalho de campo em diferentes habitats do parque, com a identificação, o registo e a recolha científica de espécies de serpentes, seguindo protocolos técnicos adequados. A informação obtida permite compreender melhor a diversidade, a distribuição e a ecologia destas espécies, em particular das de interesse médico, dados essenciais para a gestão e a conservação da vida selvagem em áreas protegidas.
O principal objectivo da missão é contribuir para a produção nacional de soros antiofídicos de elevada eficácia. Conhecer com rigor as espécies de serpentes existentes no país e as suas peçonhas é um passo determinante para desenvolver soros adaptados à realidade angolana, reforçando a capacidade de resposta aos acidentes ofídicos e contribuindo para a redução da mortalidade provocada por picadas de serpentes, que afectam sobretudo as comunidades rurais.Esta iniciativa traduz o compromisso das instituições envolvidas com a ciência, a conservação da biodiversidade e, sobretudo, com a protecção da vida humana.