O Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) participou, de 14 a 15 de Julho de 2026, no Workshop Regional sobre Translocações para Conservação da Vida Selvagem da SADC, realizado na cidade de Joanesburgo, República da África do Sul.
O evento reuniu representantes dos países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, técnicos de conservação e consultores da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), em representação de Angola esteve o técnico Tresor Jorge, do INBAC.
A translocação de fauna selvagem tem sido cada vez mais utilizada na região da SADC como instrumento para repovoamento de áreas protegidas, mitigação de conflitos homem-fauna, resgate de espécies ameaçadas e restabelecimento de equilíbrios ecológicos. Face ao aumento de operações na região, tornou-se prioritário harmonizar procedimentos, partilhar experiências e alinhar as acções às melhores práticas internacionais.
Durante os dois dias de trabalhos, os participantes debateram e alinharam os seguintes pontos:
1. Compreensão regional da ferramenta
Obter uma visão comum sobre o papel da translocação na conservação, analisando o seu uso actual em toda a região da SADC e o seu contributo para metas de biodiversidade.
2. Balanço e lições aprendidas
Apresentar e avaliar as translocações realizadas recentemente pelos países membros. Foram partilhadas experiências de sucesso, desafios logísticos, riscos sanitários, aspectos genéticos e resultados de monitorização pós-solteira, com o objectivo de orientar o planeamento de futuras operações.
3. Boas práticas e procedimentos técnicos
Discutir e apresentar protocolos para captura, transporte, quarentena, solteira e monitorização de diferentes grupos de espécies. O debate baseou-se nas Diretrizes da IUCN para Reintroduções e Translocações, adaptadas ao contexto da África Austral.
4. Definição de necessidades regionais
Identificar as prioridades da SADC em termos de:
- Elaboração de Procedimentos Operacionais Padrão - POPs regionais para translocação; - Directrizes técnicas harmonizadas entre os Estados-membros; - Necessidades de capacitação de técnicos e gestores de áreas protegidas; - Apoio institucional, logístico e de financiamento para operações futuras.
A participação do INBAC permitiu partilhar o contexto nacional das áreas de conservação, os desafios de gestão da fauna e as oportunidades para futuras translocações em Angola, em alinhamento com o Plano Nacional de Biodiversidade e com as estratégias da SADC.
O intercâmbio reforça a cooperação técnica entre os países da região e posiciona Angola no debate sobre a gestão sustentável e cientificamente fundamentada da vida selvagem.
INBAC FORTE: Melhor Conservação para a Biodiversidade.