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INBAC Representa Angola em Fórum Regional de Biodiversidade Inclusiva


Waheed Al Fazari

A República de Angola participou, de 9 a 12 de Junho de 2026, no Fórum Geoespacial Regional para Acção Inclusiva em Biodiversidade, realizado em Nairóbi, Quénia. O evento reuniu representantes de 24 países da África Oriental e Austral para debater soluções inovadoras, inclusivas e baseadas em evidências para a conservação da biodiversidade.

Organizado pelo Centro Regional de Mapeamento de Recursos para o Desenvolvimento (RCMRD), através do Centro Regional de Excelência para Biodiversidade, Florestas e Gestão de Ecossistemas Marinhos (RCoE-ESA), em parceria com o CIFOR-ICRAF e financiado pela União Europeia no âmbito do Programa ArcX, o fórum juntou governos, comunidades locais, povos indígenas, sociedade civil, mulheres e jovens líderes da conservação.

A delegação angolana foi representada por Joice Manuel Diogo, técnica do Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), do Ministério do Ambiente. Durante o fórum, Angola participou nos debates técnicos e sessões de trabalho sobre governação inclusiva da biodiversidade, uso de tecnologias geoespaciais e valorização do conhecimento comunitário.

Conflito Homem-Fauna: Angola partilha experiência  

Na sessão temática dedicada ao Conflito Homem-Fauna Selvagem e Coexistência, Angola apresentou os desafios das comunidades que vivem em áreas de conservação e zonas de dispersão de fauna. A intervenção destacou a importância de medidas de mitigação, sensibilização local e mecanismos de coexistência harmoniosa entre populações e vida selvagem.

“A participação das comunidades é essencial para o sucesso da conservação. Precisamos reforçar a cooperação regional e a partilha de boas práticas entre os países africanos”, sublinhou a representante angolana.

Ferramentas e aprendizagem prática  

O programa incluiu visita de campo à Floresta de Ngong, onde os participantes conheceram projetos de restauração ecológica, monitorização comunitária da biodiversidade e iniciativas de geração de rendimento sustentável. No último dia, houve formação prática sobre Story Maps e outras ferramentas geoespaciais para documentar e dar visibilidade a acções locais de conservação, apoiando o reporte ao Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal.

Como resultado, o fórum produziu recomendações regionais e um documento político para fortalecer o reconhecimento e a participação de povos indígenas, comunidades locais, mulheres e jovens nos processos nacionais de planeamento da biodiversidade.

A presença de Angola reafirma o compromisso com a Convenção sobre Diversidade Biológica e com modelos de conservação participativos que colocam as comunidades no centro da protecção do património natural.

INBAC FORTE: Melhor Conservação para a Biodiversidade