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INBAC resgata chimpanzés vítimas de tráfico ilegal e reforça a implementação da CITES em Angola.


Waheed Al Fazari

INBAC resgata chimpanzés vítimas de tráfico ilegal e reforça a implementação da CITES em Angola.

O Ministério do Ambiente através do Instituto Nacional da Biodiversidade e   Áreas de Conservação (INBAC). No âmbito da implementação da CITIES em colaboração com outros sectores de aplicação da lei, procederam o resgate de 4 exemplares vivos de espécies de grandes primatas (Pantroglodytes). 

Dois dos Chimpanzé encontravam-se há mais de 5 anos a ser utilizados como atração turística no resort Musseque kapari, na província do Bengo, tendo sido contrabandeadas ainda em fase juvenil. Os outros dois exemplares, conhecidos como Cuca e Niquita de 13 anos de idade, eram mantidos ilegalmente em residências particulares como animais de estimação.

Para garantir o êxito da operação e salvaguardar o bem-estar dos animais, foi mobilizada  uma equipa de resgate, coordenado pelo INBAC, integrada  pelo serviço de investigação criminal (SIC), Instituto de Serviços Veterinárias, (Ministério da Agricultura), polícia de Proteção Civil e Bombeiros, e Associação de Resgate ANGOFAUNA.

A ação decorreu no dia 6 de outubro de 2025, tendo os chimpanzés sido transferidos temporariamente para Luanda, onde receberam assistência médico-veterinária, por apresentarem sinais de maus-tratos.
Posteriormente, e pela primeira vez na história de Angola, os chimpanzés foram transferidos para o Centro de Reabilitação de Primatas, localizado no Parque Nacional do Maiombe, na Província de Cabinda, área natural da espécie, com vista à sua reabilitação e futura reintrodução no habitat natural.

Esta iniciativa, enquadra-se nas comemorações do Dia Nacional do Ambiente, assinado 31 de janeiro, e reafirma o compromisso do Governo de Angola no combate ao comercio ilegal da vida selvagem.  


A CITES visa assegurar que o comércio internacional de espécies da fauna e flora selvagens seja legal, sustentável, e não prejudicial à sobrevivência das espécies na natureza, protegendo especialmente aquelas constantes do Anexo I, onde se incluem os grandes primatas. 
Nos termos do artigo 282.º do Código Penal Angolano, os crimes contra espécies legalmente protegidas e os seus habitats constituem crime de agressão ao ambiente, punível com pena de prisão de um a cinco anos.

O INBAC reafirma o seu compromisso com a conservação da biodiversidade, o cumprimento da legislação ambiental e a proteção das espécies ameaçadas de extinção em Angola.