Censo de Aves Aquáticas Migratórias em Angola
O Censo de Aves Aquáticas Migratórias realizado de 17 a 25 deste mês na zona costeira do País, registou números animadores, com um total estimado de cerca de 43.224 aves contadas. As contagens foram feitas em zonas de maior concentração das aves aquáticas ao longo da costa angolana, nomeadamente a foz do rio Cunene, a foz do rio Curoca, a baía dos Tigres e a península do Tômbwa, na província do Namibe; o Saco dos flamingos, a Reserva Natural Integral do Ilhéu dos Pássaros e a Ilha da Cazanga, na província de Luanda; a foz do rio Ambriz e a lagoa do Saurico, na província do Bengo.
Foram identificadas várias espécies predominantes, incluindo residentes e migratórias, entre outras, o Pilrito-de-bico-comprido, o Garajau Real, o Pilrito-Pequeno e o Corvo-marinho-do-cabo. Os números obtidos são maiores em relação aos anos anteriores, situação que se deve provavelmente ao maior esforço feito para atingir zonas remotas. Dentre os registos de contagens feitas, podem ser destacadas, as contagens da baía dos Tigres, com mais de 200.000 aves, maioritariamente representada pelo Corvo-marinho-do-cabo; Luanda, com mais de 19.000 aves; Foz do rio Curoca, com mais 6976 aves; Península do Tômbwa, com mais de 7353 aves e foz do rio Ambriz, com mais de 6895 aves.
O censo contou com a participação de mais de 60 voluntários, incluindo a Embaixador do Reino da Bélgica, o Dr Stéphane Doppagne, o ornitólogo holandês, Martin Poot, as ONG'S nacionais e internacionais, a comunidade académica, técnicos e responsáveis do INBAC e de outras Direcções do Ministério do Ambiente.
"Os números são animadores e demostram a importância da conservação das aves aquáticas migratórias que são bons indicadores para os nossos ecossistemas costeiras.